25 de maio, de 2022 | 11:00

Vale do Aço tem mais de 11 mil crianças sem o esquema vacinal contra covid completo

Cristiano Machado/Divulgação
As crianças fazem parte dos grupos mais suscetíveis às doenças respiratórias As crianças fazem parte dos grupos mais suscetíveis às doenças respiratórias

Após quatro meses do início da distribuição da remessa de vacina infantil contra covid-19, a Região Metropolitana do Vale do Aço conta com 30.711 doses aplicadas em crianças. Desse total, 21.098 são referentes à primeira dose e 9.613 pertencem à segunda dose, conforme os dados do Vacinômetro, presente no site da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Ou seja, 11.485 crianças ainda não completaram a segunda dose na região.

De acordo com a avaliação do Grupo de Análise e Monitoramento da Vacinação em Minas Gerais (Gamov) da SES-MG, a macrorregião de saúde do Vale do Aço é a que possui menor cobertura vacinal de doses pediátricas, tanto de D1 (52,91%) quanto de D2 (25,24%). A macrorregião que apresenta o melhor indicador é Jequitinhonha, com 84,16% e 41,42% para D1 e D2, respectivamente.

Início da distribuição

Conforme já noticiado, no dia 17 de janeiro deste ano a Superintendência Regional de Saúde (SRS), em Coronel Fabriciano, deu início à distribuição das doses da vacina Pfizer para crianças entre 5 e 11 anos aos municípios da macrorregião do Vale do Aço para imunizarem o público infantil, de acordo com seu calendário.

Doses em estoque

A SRS informou ao Diário do Aço que recentemente não recebeu novas doses da vacina pediátrica contra a covid-19, pois os municípios ainda possuem doses em estoque. “As vacinas contra a covid agora estão sendo distribuídas de acordo com pedidos dos municípios e junto com as vacinas de rotina”, explicou.

Alerta

Com o início do período de clima mais frio, a SES-MG destaca a importância de a população completar o esquema vacinal contra a covid-19, sobretudo, idosos e crianças, que são os grupos mais suscetíveis às doenças respiratórias. Quem faz o alerta é o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti. “Estamos chegando na última semana de maio, iniciando o mês de junho, quando começa o inverno, e um ponto que nos preocupa muito é a baixa adesão à vacinação. Nós temos muitas crianças que não buscaram a segunda dose ainda. Temos, também, os idosos que têm que tomar a segunda dose de reforço, ou seja, a quarta dose”, diz Baccheretti.

Sazonalidade

Segundo o secretário, outro ponto de atenção é para a sazonalidade das infecções respiratórias, que acompanha o inverno. “Essa baixa adesão nos preocupa muito, porque a doença da covid agora é sazonal e este é o pior momento do ano em relação a essa doença. Então, é muito importante lembrar a todos de tomar a vacina, tanto as crianças, quanto os adultos e idosos, para que a gente atravesse esse momento de maior risco de contaminação”, completa.

Cobertura

Em relação à vacinação do público infantil, a cobertura no estado é de 69,4% das crianças com idade entre cinco e 11 anos com a primeira dose. Para a segunda dose, a cobertura é de 35%. Ao todo, são 1,9 milhão de vacinas aplicadas em Minas em crianças, sendo 1,2 milhão para a primeira dosagem e mais de 655 mil para a segunda aplicação.

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